Segunda-feira, 18.04.11

                                                                         I want my dreams back

 

A minha proposta é pôr todos os políticos na rua, despedi-los.

Eles não são a solução dos problemas, muitos dos quais eles próprios (nos) criaram ou não souberem resolver. Eles tornaram-se um problema.

Os políticos ou são corruptos, ou incompetentes, ou irresponsáveis, ou tudo isto junto. Para além disto, os políticos alternam-se e revezam-se na pilhagem do País que nos conquistam nas eleições. O actual presidente da república foi eleito por 23% dos cidadãos com direito de voto! Esta é a sua representatividade.

Políticos fazem o que querem, quando querem, como querem e gozam de imunidade. Humilham, exploram e espezinham enquanto tratam dos seus interesses e se enriquecem há nossa custa. Não são particularmente os políticos da esquerda ou da direita, do centro ou da extrema esquerda, ou os da extrema-direita. Nos últimos 37 anos todos eles partilharam e exerceram o poder (quase absoluto). Os cidadãos, esses, na sua grande maioria, estão cada vez mais pobres, desiludidos e desesperados. Não há saída. A dor, a vergonha e o desalento do cidadão são confrangedores. Eleições, votar e fazer greve ou manifestações, já não fazem qualquer sentido. Assim, chegará inevitavelmente o momento em que os cidadãos, independentemente de ideologias e credos, dirão: ”Basta. Todos para a rua.”

Não precisamos e não queremos políticos, partidos políticos, presidentes ou casas reais para nos governarem. O País é dos cidadãos. É o cidadão que tem de tomar a responsabilidade da sua gestão em vez de a delegar e de se demitir. O País é um património colectivo, do cidadão, para o cidadão.

Somos nós, cidadãos, que governamos. Somos nós que contratamos quem executa o que decidimos, como faz qualquer accionista (cidadão) ou o proprietário de uma qualquer média ou pequena empresa.

Para mudarmos as regras do jogo democrático, com as actuais perdemos sempre, basta que 1% dos cidadãos adultos e jovens, mulheres e homens, ricos e pobres, (semi)analfabetos ou doutorados, com emprego ou desempregados, saudáveis ou doentes, ocupem pacificamente as praças das nossas cidades até que todos os políticos se apercebam que não os queremos mais. Os políticos não se demitirão de livre vontade.

Se melhorar as condições de vida dos cidadãos é indispensável, não é tal no entanto o fundamental. Fundamental é readquirir o respeito próprio, o orgulho de ser cidadão, o prazer e a satisfação de ser livre e solidário. O fundamental é poder, realmente, construir o País, a nossa vida e o nosso futuro. Basta de ser servo dos que nos governam e oprimem. É altura de os despedirmos, de irem todos para a rua.

 

 Crise?

Sim, mas não em especial aquela que os políticos dizem ser: económico-financeira.

Entre os países europeus Portugal é sistematicamente colocado nas piores posições quando se trata de comparar parâmetros relativos ao bem-estar e à percepção do mesmo pelo cidadão.

A título de exemplo:

- A distribuição de rendimentos

- O estado de saúde

- A pobreza

- A formação profissional e académica

- O desemprego

- A imigração

- A corrupção

- A justiça

- A administração pública

No País, as desigualdades sociais e a sua persistência adquiriram níveis imorais. Assim não é de admirar que o cidadão português, como grupo, apresente um dos índices mais baixos de confiança no sistema político vigente em parâmetros tais como: políticos e justiça.

Isto é um estado depressivo crónico, pelo que ameaças exteriores têm consequências desproporcionais.

Esta é a nossa crise. Esta é a nossa vergonha que paralisa cada um de nós e a nossa sociedade.

Por este prolongado estado de opressão, incompetência e impunidade são os políticos os formalmente responsáveis. São eles que governam o País há quase quarenta anos.

O cidadão, esse sofre e mantém o regime até ao momento em que decida não mais o fazer.

 

                                                                                Pride in running our own live

 

Menezes e Cunha

Fevereiro de 2011

 

 
 

Grupos Cívicos

Se também acha que basta, se quer reaver a sua dignidade de cidadão e reconstruir a nossa sociedade, divulgue estes artigos. Organize os seus amigos, família, conhecidos e colegas em grupos cívicos. Interligue-os e dinamize-os.

 

 

 

 



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 O que é? |  O que é?

                                                  Liberty and dignity

1. A democracia

2. A gestão do país

3. A relação entre a democracia e a gestão do país

 

Introdução

O actual modelo de democracia caracterizado por eleições, parlamento e políticos é antigo e não satisfaz. Isto, independentemente do país onde está implantado. As consequências do seu mau funcionamento variam imenso. Em alguns casos insuportáveis e levam quase à revolta, mas na maioria dos casos o cidadão sujeita-se, sofre e demite-se. Este modelo permite praticamente tudo. Veja-se a título de exemplo a democracia na Rússia e nos Estados Unidos da América do Norte, a democracia no México e a de Portugal, a de Israel e do Paquistão, a democracia em França e na Índia, ou a democracia na Suécia.

 

1.a  A democracia

A democracia não está em discussão. Faz parte da nossa condição humana. Nós não conseguimos sobreviver em sociedade sem democracia e solidariedade. E, quanto mais, e mais ampla for a democracia e a solidariedade, melhor nos sentimos e melhor vivemos, como indivíduos e como sociedade. Assim, a democracia tem de ser libertada das limitações e imposições que a condicionam. Não há democracia a mais. Há democracia a menos o que limita o nosso respeito próprio, a nossa criatividade, o nosso prazer e não menos importante a nossa participação na sociedade.  

A democracia não precisa de políticos, presidentes, casas reais ou ditadores. A democracia precisa sim de um quadro legal que a salvaguarde e a faça crescer. A aprovação deste é da competência, exclusiva, do cidadão.

A democracia precisa também de instrumentos de protecção e de implementação. Quem limite a democracia ou a utilize para explorar ou colaborar na exploração do cidadão, deve ser imediatamente sancionado.

A democracia deve ser introduzida em todos os sectores da sociedade: nos hospitais, nas escolas, nas empresas, nas instituições, nos quartéis, … em todos os locais onde o cidadão se relaciona com outro cidadão ou com uma instituição. A democracia e o respeito mútuo, têm de ser reais e efectivos.


2.a  A gestão do país

A gestão do país, assim como a gestão de uma empresa, não necessita de políticos. É um assunto de gestão de uma empresa colectiva (o país), cujo proprietário é o cidadão. Assim, as regras da boa gestão, transparente, ética e socialmente responsável, aplicam-se aqui. A política da empresa, os resultados que a administração tem de obter, são aqueles que os proprietários (o cidadão) estabelecem, antes de nomear os gestores. Os gestores são nomeados para obter os resultados estipulados, segundo os critérios acordados. Quando não o fazem, podem ser imediatamente chamados a prestar contas e caso necessário, são despedidos. Tendo em conta que todos os cidadãos têm ou podem rapidamente vir a ter, os meios necessários para exercer a sua cidadania pela internet, tais decisões são perfeitamente possíveis e podem ser tomadas em tempo real.

 

3.a  A relação entre a democracia e a gestão do país

Os gestores nada têm a ver com a democracia. O que eles fazem é cumprir a lei que protege e expande a democracia. Ou seja os gestores são responsáveis pela implementação e bom funcionamento da democracia em todos os sectores da sua responsabilidade. Para além disto a democracia é encarada pelos gestores como, de facto, um factor de inovação e de eficiência em todos os sectores da sociedade.

A qualidade da democracia está directamente relacionada com a qualidade da saúde do cidadão e da sociedade. Aumenta a qualidade da democracia, aumenta a qualidade de vida do cidadão e a qualidade da sua participação na sociedade.

 

Menezes e Cunha

 

Março de 2011

 



publicado por menezesecunha às 13:59 | link do post | Comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
 O que é? |  O que é?


Os senhores do poder absoluto

Com o 25 de Abril, após um regime provinciano, clerical e repressivo, renasceu a esperança e a vontade de construir a felicidade. Porem, após trinta e sete anos de poder absoluto dos políticos, já nem a ilusão subsiste.

Ocupamos quase sempre as piores posições, em praticamente todos os indicadores, quando comparados com os outros países europeus. A qualidade dos serviços públicos, a corrupção política e económica, a qualidade da saúde dos cidadãos, a qualidade da educação, o desnível dos rendimentos entre cidadãos, … Não é de admirar que sejamos um dos maiores consumidores de antidepressivos e que apresentemos uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa. Anualmente, mais de 60.000 cidadãos são obrigados a abandonar o País, e não voltam mais. Todos estes sintomas levam a crer que somos realmente, há décadas, oprimidos e humilhados, e que não conseguimos sair desta situação.

Que tem tudo isto a ver com a ‘crise económico-financeira’? Muito pouco, a não ser o facto de os gestores de tudo isto, serem os políticos.

Se não vejamos: não são os políticos que concebem os planos de desenvolvimento e governam o País, que mandam executar esses mesmos planos, que tem a autoridade para controlar a sua execução e que utilizam como querem os recursos financeiros, económicos, naturais e humanos do País?

Após as eleições, o cidadão nade mais tem a dizer e durante as eleições, quem fala são os políticos. São os políticos que tomam todas as decisões relativas ao País, determinando assim a existência de cada um de nós, até ao seu mais ínfimo pormenor. O cidadão nada tem a dizer, com ou sem greves, com ou sem manifestações. Através dos actos eleitorais, os políticos, sejam eles quais forem, adquirem o poder absoluto e a imunidade pelo que fazem. Isto é absolutamente ridículo! Os senhores do poder absoluto não são responsáveis pelo exercício do poder!

 

 Crise? Que crise?

Se é um facto inegável que o País gasta permanentemente mais do que produz, convêm procurar os responsáveis.

Quem gere as contas públicas, o dinheiro e os recursos do País há 37 anos? Quem pediu emprestado o dinheiro aos bancos e às instituições estrangeiras? Quem distribui e gastou o dinheiro como muito bem entendeu? Eu? A senhora? O senhor? Não me parece.

Não menos grave, o dinheiro não foi igualmente distribuído pelos cidadãos nem foi sabiamente investido. A grande maioria dos cidadãos tem um nível e qualidade de vida perfeitamente degradante. Vinte por cento dos cidadãos tiveram acesso ao dinheiro e gastaram-no, fundamentalmente, em artigos de consumo importados e status.

O País continua a não produzir o que necessita, vendeu o que tinha, ficou a dever o que não tem e reteve o lixo após o consumo. Como é isto possível, quem faz isto na sua própria casa?

 

 O bem-estar do cidadão

Porque não se criou uma agricultura e pesca moderna, eficiente e pujante? Porque estão os bosques, florestas, serras, planícies e rios abandonados? Porque está o País desertificado e não há nem lazer nem turismo ambiental? Porque não foram os empresários, directores e administradores obrigados a tornarem-se eficientes, humanizar e democratizar as relações de trabalho?

Porque não há um plano económico e financeiro, abrangente e consistente que defina o que tem de ser produzido, como e quando, segundo critérios de sustentabilidade e responsabilidade ambiental e social?

Porque razão não se descentralizou o poder central e não se deslocou para o interior os serviços administrativos e ministeriais?

Porque razão não se libertou o ensino do poder sufocante do ministério da educação e não se deu às juntas de freguesias, câmaras municipais e às regiões a responsabilidade e o prazer de efectuarem o que o cidadão lhes incumbe?

Porque não se estimulou o desempenho, a honestidade, a solidariedade e o orgulho de colaborar para o bem comum?

 

 Os políticos violam as instituições

Temos um País onde as instituições não funcionam assim como tudo o que de perto ou de longe está ligado ou dependente do Estado. Os políticos tomaram de assalto o Estado e o País colocando nas chefias os seus filiados e clientes. As instituições sufocaram e apodreceram.

Porque é que nada funciona em condições? Nem os hospitais, nem os tribunais, nem o parlamento, nem as escolas e os organismos ministeriais, nem a protecção e assistência à criança e ao cidadão em dificuldade.

Porquê a má qualidade das estradas e auto-estradas, da sinalização, da policia e da justiça, da administração pública,…?

Porque é que metade do País está deserto, as grandes cidades mal construídas e com o centro em ruínas?

Porque é que a legislação laboral é fonte de tanta insegurança e descontentamento? Não deveria ser o contrário?

Porque é que o sistema fiscal e jurídico é tão alheio aos interesses dos cidadãos e do País?

Porque é que o cidadão continua a perder tempo sem fim com procedimentos, papeis e filas infinitas nas escolas e repartições?
Porque é que não há concorrência comercial e o cidadão é obrigado a pagar os artigos de grande consumo a preços exorbitantes?

Tudo isto sufoca, desmoraliza e deprime o cidadão. Esta é a nossa crise.

Para sairmos dela teremos de assumir a responsabilidade de dispensar os políticos e de criar a sociedade que queremos. Uma sociedade onde o cidadão não permite que lhe roubem a sua dignidade, uma sociedade onde o cidadão exerce o seu poder, a qualquer momento, sobre qualquer assunto.

 

 

O estado laico e apartidário

A democracia não é estática e a actual não funciona. A prática democrática actual mais faz lembrar a democracia tribal onde se escolhe o chefe e o conselho tribal que a partir daí são os únicos detentores de poder. Esta democracia coexistiu e coexiste perfeitamente com a escravatura, a exclusão da mulher, as castas, a pobreza extrema, o trabalho infantil e todo o tipo de abusos.

Hoje o cidadão tem acesso a toda a informação que quiser e pode manifestar a sua opinião a qualquer momento, em tempo real.

Assim o Estado pode perfeitamente ser gerido por indivíduos, nomeados pelos cidadãos para executarem um plano de trabalho. Este plano de trabalho foi de antemão elaborado e aprovado pelos cidadãos. A responsabilidade da equipa de gestão está no compromisso que assumiu de obter os objectivos que lhe foram fixados. O cidadão obriga-se periodicamente a aprovar ou sancionar o trabalho da equipa. Esta pode ser chamada a qualquer momento a prestar contas, podendo ser despedida se os cidadãos assim o acharem.

É o cidadão, em grupos cívicos ou como muito bem entender, que determina ao nível local e nacional, o que quer e como quer: elabora o plano de desenvolvimento e o orçamento.

 

Mudar não é fácil, mas é rejuvenescedor e também parece não haver outra alternativa.

No entanto os políticos vão-se opor, vão defender a sua democracia e utilizar para isso os muitos meios que têm ao seu dispor.

Ao cidadão resta organizar-se, por exemplo em grupos cívicos, a perseverança nas suas exigências e a não utilização da violência. Os políticos são, neste momento, muito mais fortes que todos os cidadãos juntos.

 

Menezes e Cunha

 

Abril de 2011

 

 

 

 

 



publicado por menezesecunha às 13:55 | link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
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Segunda-feira, 24.01.11

                                                             Why can we have our dignity to?

 

Os partidos políticos e os políticos conseguiram provar, ao longo de 37 anos de poder absoluto, que são perfeitamente incapazes de governar, de fazer o trabalho para o qual são nomeados e pagos. A conclusão a tirar parece evidente: dispensa-los a todos.

A situação actual do País e da nossa sociedade, não é um acidente. A permanente má gestão dos recursos humanos e naturais do País é uma constante dos últimos 37 anos. Conduz assim a um agravamento permanente da má qualidade de vida do cidadão e a situações de crise. Qualquer família ou empresário sabe perfeitamente que se fizer uma má gestão durante 37 anos, acaba no desastre.

A conclusão a tirar parece evidente. Caso queiramos sobreviver e melhorar a qualidade da nossa sociedade, teremos de mudar a qualidade do nosso comportamento como cidadãos. Tal pode ser mantendo o poder nas nossas mãos, nas mãos de cada cidadão, e nomear indivíduos que realizam o que queremos, quando queremos, como queremos e ao preço estipulado. Caso não cumpram, são responsabilizados por tal e eventualmente punidos e despedidos. É o que cada um de nós faz quando faz obras na casa de banho. É o que faz qualquer accionista ou proprietário de empresa. Ninguém entrega, sem condições, uma obra que corre sob a sua responsabilidade ou o destino da sua vida e o da sua família a outros e espera quatro anos em desespero, para depois voltar a fazer o mesmo, independentemente dos (maus) resultados obtidos. Ninguém deveria entregar, nem por um só minuto, o seu poder e responsabilidade de cidadão.

 

Menezes e Cunha

24 de Abril de 2011



publicado por menezesecunha às 12:49 | link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
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Domingo, 02.01.11

Este blog não é um palco de comentários ou desabafos sobre a vida nacional. O objectivo do blog é propor e discutir alternativas ao “regime”, e formas de as concretizar. O objectivo é também estimular a criação de grupos cívicos.

É necessário actuar para mudar, é necessário exercer a cidadania e a democracia como um direito permanente. Mário Soares diz “que é tempo de fortificar o regime.” É compreensível, perfeitamente compreensível, do seu ponto de vista. Quem está farto deste”regime” poderá dizer: O que é necessário é uma alternativa ao “regime.” O que é necessário é construirmos, nós mesmos, a nossa felicidade.Eles não o farão por nós, para nós.

 
 
 

 

 



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“I want my dreams back” _____________________________ Recrear a democracia, ____________ devolver o poder ao cidadão, despedir os políticos. __________ ______________________________ “Pride in running our own live”
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